quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sopra vela, corta o bolo, brigadeiro e pede biz...

E a loucura do primeiro aniversário passou. 



Gente, como é difícil e cansativo preparar a festa! Mesmo com tudo esquematizado, planilhas, check list, lista de convidados, confirmações... ufaaa... mesmo com tudo isso ainda tem os contratempos.

Eu tinha decidido que o tema era jardim provençal, depois queria algo mais infantil, virou jardim encantado, no fim ficou um pouco de cada coisa. 



E quando dependemos de terceirizados então, ficamos com maiores expectativas. Mas no fim, com jeitinho, tudo vai dando certo.

Eu vinha me organizando há uns seis meses, colocando no papel o que eu queria e quem faria o que. Pedi orçamentos de decorações, fotógrafos e aluguel de brinquedos. Já tinha decidido quem faria os salgados, doces e bolo (optei por pegar tudo do mesmo lugar para facilitar a logística). Meu marido desenhou toda a arte e compramos muitas coisas aqui em Jundiaí mesmo, pois não tivemos a oportunidade de visitar a 25 de março.



O fotógrafo foi o Vicente e Oliveira, com sua esposa Priscila. Já conhecíamos o trabalho dele e ficamos encantados. Além disso, eles são super fofos e eu recomendo demais para quem é de Jundiaí, região e além!!!

Muitos me perguntaram se eles fizeram as fotos do Smash the Cake. Não foram. Eu não ia fazer o ensaio com o bolo, mas queria fazer alguma brincadeira, com fotos minhas mesmo, só pra registrar a farra. Mas um dia, uma amiga do trabalho, a Mari Carla, me mostrou alguns ensaios de um grupo que ela tem de 'Fotadores' - como se auto-entitulam. São amigos que fotografam por puro hobby e perguntei se ela não topava mais um desafio, desta vez com uma pequena de quase um ano. De pronto já topou, convidou um casal de amigos, o Eduardo Gava e a mulher Renata Machado, me passaram várias ideias e rolou assim, num domingo de sol, com muito bom humor da pequena.



Enfim, sempre tive muita sorte de contar com profissionais do mundo da fotografia simplesmente EXCELENTES!

Os móveis e o painel de tecido e bexigas ficaram por conta da Coisinhas da Sel e ficaram lindos, mais do que imaginava.



O bolo fake foi feito pela minha mãe, caprichosa que só ela!!! E os passarinhos das cestinhas que enfeitaram as mesas também foi ideia dela!


 

Salgados, doces e bolo fechamos com a Delícias em Pedaços (o bolo de lá é sensacional)!

As lembrancinhas dos adultos foram garrafinhas de água com o rótulo personalizado por nós. Para as crianças compramos uma sacola e colocamos um mini vasinho, feijões e algodão para plantar, bolha de sabão também personalizado, uma garrafinha com confete e pirulitos. Fechamos com uma mensagem de agradecimento.




As plantas e cestas decorativas foram compradas no Ceasa de Campinas e algumas coisinhas aqui em Jundiaí mesmo.

A piscina de bolinhas foi da Carmen Brinquedos. E o vestido lindo que ela usou foi da Doce Kids.


Tudo ficou lindo, a Bia estava alegre, os convidados felizes. Confesso que eu estava exausta, não conseguia parar para conversar direito, mas gostei muito de ter proporcionado tudo isso tanto pra minha filha, quanto pra minha família e amigos. É cansativo, mas o primeiro aniversário a gente nunca vai esquecer!



* Todas as fotos deste post são de Vicente e Oliveira.


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Making my way through the crowd...


Mais uma vez agradeço o carinho do pessoal do Portal Bebê.com.br comigo! Publicaram mais um texto meu no Confessionário, e é um dos que eu mais gosto: O medo da maternidade!

Em outubro meu marido e eu demos início a uma nova saga neste novo mundo: a busca pela escola ideal.

A escolha da escola não é fácil. Ali começa o futuro do seu bebê. Ali ele vai desenvolver coisas que pessoas capacitadas farão melhor do que você como mãe. E se pudéssemos, ficaríamos lambendo a cria, protegendo contra tudo e contra todos. Só que não podemos! Não podemos e muito menos devemos. O clichê de que o filho foi feito para o mundo e não para você é real e temos que aceitar isso. Pronto!

A gente ouve MUITA coisa, indicações, restrições, absurdos e tanta bobeira que nos deixam perdidinhos. É tanta falação, mas tanta falação que atordoa e dá medo, muita insegurança.

Mas para tudo!!!!!!!!!!

Uma coisa a gente tem que aceitar: mãe é tudo igual, #sqn! Ou melhor, nem sempre! Eu percebi que o que era muito importante pra algumas mulheres não eram necessariamente o que outras mais valorizavam quando a questão era a educação dos filhos.

O que eu fiz? Selecionei algumas escolinhas indicadas - sim, porque é muito mais fácil quando alguém da sua confiança te passa segurança - fiz uma lista do que era importante para mim e, após cada visita, fui assinalando os pontos positivos e os negativos.

Na minha lista, minhas prioridades eram:

  • Ver o tratamento das professoras com as crianças do local;
  • Ter a percepção do tratamento das coordenadoras com relação a nós, pais. Ela tem que te passar a maior segurança e conforto;
  • Se os ambientes eram gostosos, tinham opções de brinquedos, se eram educativos, se haviam aulas de música, dança, se teriam contato com ambiente externo;
  • Prestar atenção na limpeza, no cuidado dos alimentos, da higiene;
  • Se a escola contava só com o berçário e depois teria que passar novamente por todo esse processo.

Estas foram algumas coisas que eu listei que eram importantes, repito, pra mim. Cada um deve listar a sua prioridade e selecionar as escolas para avaliar tudo.

O que eu não levei tão em conta:

  • Se o espaço externo tinha área verde. Esta é uma atividade que eu posso exercer com minha filha no clube, nos parques, na casa dos avós;
  • Se tinha bebê ou criança chorando, porque eles choram mesmo. Sei que minha filha vai chorar também, o importante é saber se está tudo bem e se o choro não é por nada grave;
  • Se a escola tem um ensino X, Y ou Z preparatório para isso ou aquilo. Enquanto ela pode, quero que minha filha seja estimulada a aprender, brincando, se divertindo, sem forçar a barra com o módulo tal que vai dar base pra ela estudar assim ou assado. 

Leve em consideração as suas prioridades e os seus sentimentos, pesquise, tire um tempo para isso. Converse com outras mães, mas tenha em mente o que você acha melhor para seu filho.

Em duas escolas eu tive que levar a Bia para visitar junto e confesso que foi ótimo para ver o tratamento com ela! Isso também foi um dos motivos e o diferencial na minha escolha. As professoras pegaram, levaram pra brincar, colocaram com outras crianças, fizeram dela uma aluna, a envolveram e, com isso, me envolveram também.

Mas o mais importante foi ter saído com a sensação de 'aqui eu deixo minha filha'. É a segurança que você consegue depositar no local, nas pessoas. Eu, juntamente com meu marido, fizemos nossa escolha e em janeiro daremos início a essa nova fase que eu tenho certeza que será, além de importante, muito bom para nossa pequena.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

And I don't know how it gets better than this...

Fiquei tanto tempo sem escrever que acabaram passando inúmeros assuntos que seriam bacanas dividir com vocês.

Hoje resolvi desabafar sobre meu vício pós-maternidade: a babá eletrônica!



Antes da Bia nascer, um amigo do meu marido emprestou o equipamento que ele comprou com nos Estados Unidos. UFA! Porque não teríamos condições de comprar uma bacana aqui no Brasil e ir pra fora estava fora de cogitação.

Enfim... Era um aparelho muito bom, todo cheio das nove horas, eu conseguia controlar o monitoramento da minha filha apenas com o controle do monitor.

E era ótimo para ver se Beatriz estava se mexendo muito, se estava dormindo, acordada, de ponta cabeça, respirando (sim! dava pra ver perfeitamente). E tudo isso sem precisar entrar no quarto com minha delicadeza de elefante, sem fazer barulho, sem correr o risco de assustá-la!

Eis que um dia, um imprevisto surge e somos avisados que teremos que devolver a babá eletrônica. Tinha acabado de perder minha avó, estava naquele clima triste, deprê, ainda teria que devolver uma das coisas que mais me deixava segura dentro de casa? Sim, eu avisei no início do post, é viciante!

Bom, devolvi (fazer o quê?) e fiquei uma, duas, três semanas levantando para ver se estava tudo bem no berço da pequena. Claro que só levantava quando ela chorava, acontece que bem nessa época ela aprendeu a virar de bruços. Então toda madrugada ela acordava chorando porque não conseguia desvirar. Depois que a criança aprende a virar, demora de um mês e meio a dois para ela aprender a desvirar. Fiquei justamente esse período sem a babá, com um bebê chorando loucamente e quase infartando de susto.

A saber: sempre que Beatriz chora, primeiro eu vejo no aparelhinho se está tudo bem. Então sem ele, tudo aparentava ser muito mais urgente do que realmente era!

Chegou um dia em que eu comecei a ter crise de choro e pedi pro meu marido uma babá eletrônica para ser minha, só minha! E me tornei uma mãe muito mais calma, tranquila e feliz depois que ela foi instalada no berço da pequena. Mesmo porque, depois de virar vem o desvirar, o sentar, o levantar. Com isso eu consigo saber o que vou encontrar naquele berço.

A MINHA babá eletrônica não é das mais bambambam, mas era a que cabia no nosso bolso naquele momento e não nos deixa na mão.

E já me peguei pensando: 'Quando vou ter coragem de empacotar este aparelho e me desapegar desta segurança?'

Não sei, mas também não será um motivo de pânico (espero!). Como tudo ultimamente tem sido natural, deixo que assim continue sendo. Tanto para mim, quanto para ela. Por enquanto, com todas as nossas noites agitadas - que ainda existem e não são poucas - eu vou me manter nessa bolha que me acalma e me permite dormir mais tranquila.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Love never felt so good...

 Fiquei afastada por uns meses. Correrias, falta de atenção, mas muito assunto borbulhando durante todo este tempo. De coração, espero que não precise mais ficar meses sem um post!

Mas é que, vocês sabem, este ano foi uma mistura de paixão e dor. Dor das perdas, das crises, de doenças que nos cercaram em 2014. Paixão por ver aquele pinguinho de gente que passou nove meses crescendo dentro de mim se transformando de bebê em uma menininha linda e esperta!

Eu descobri que não sou mais a mesma desde 19 de novembro de 2013.
É que ela chegou assim, na hora que ELA quis, do jeito que ELA quis, só me fazendo aceitar cada passo seu.

Eu já sabia que teria uma filha de personalidade forte, mas não imaginava o que você seria capaz de fazer comigo!

Aliás, foi tudo culpa sua!!!

Culpada por me fazer enlouquecer!
Culpada por mudar completamente meu mundo!
Culpada por me tirar um sorriso às 5h da manhã!
Culpada por todas as minhas noites mal dormidas!
Culpada por me fazer chorar muito mais do que antes!
Culpada por me fazer uma mulher melhor!
Culpada por me fazer perder a memória, a concentração, a CABEÇA!
Culpada por me fazer falar sim para todos os nãos e também culpada por me fazer falar não para os antigos sim!
Culpada por me fazer de boba da corte só pra arrancar um sorriso banguela!
Culpada por me obrigar a decorar todas as músicas infantis, criar coreografia e ainda ficar cantando durante o meu banho, porque já não me lembro de nenhuma música do 'meu' repertório!
Culpada por me proporcionar ver dois avós babões dispensando seus tempos para se dedicar a você!
Culpada por me tirar da ordem, tirar nossa casa da ordem, tirar a casa dos seus avós da ordem, e tudo isso se tornar deliciosamente divertido!
Culpada por me fazer sentir um amor que transborda e eu quase sempre penso que meu coração vai explodir, tão intenso é este sentimento! 
Culpada por me fazer a mãe mais feliz deste universo!!!

Um ano e foi tempo suficiente para uma avalanche me tomar por inteira, destruindo conceitos e preconceitos, derrubando planejamentos, deixando pra trás uma vida... ué, eu tinha vida antes?

Não! Pelo menos não me lembro do que eu era antes de ser mãe. 

Se não fosse por você, não teria a oportunidade de ser uma pessoa melhor e tentar enxergar o mundo com outros olhos. 

Confesso que muitas vezes tenho pavor e as notícias ruins ficam mil vezes pior quando penso "poderia ser com minha filha". A dor aumenta e a indignação também... tem horas que penso "eu mataria e morreria por ela".

Mas minha vida contigo é tão maravilhosa! Cansativa, mas não troco por nada no mundo! Porque você, em um ano, só me prova como é bom ser mãe, como é bom ser SUA mãe. 

E foi por sua culpa - viu como você é sempre a culpada? - que eu descobri porque vim para este mundo: foi pra te conhecer, te criar e te fazer a pessoa mais feliz. E eu espero, com a ajuda de Deus e com fé Nele, conseguir retribuir toda alegria que você me dá.

Obrigada pelo ano mais fantástico da minha vida.


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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Na vida você ganha, cê perde, meu filho. Faz parte.


A Copa do Mundo de 2014 era uma grande expectativa para nós, cidadãos brasileiros.

Para mim, que tive o prazer de ver em 1994 uma equipe unida, com garra e a dupla Bebeto e Romário. Depois a derrota na França para, em 2002, acordar de madrugada para acompanhar a conquista do Penta.

Ontem o Brasil perdeu da Alemanha com um resultado esperado, mas com um placar vergonhoso. No segundo tempo, já muito sem vontade de acompanhar, pensei nos meus onze anos e a conquista do Tetra. Meu pai me levando na 9 de Julho - aqui em Jundiaí - onde os brasileiros comemoravam, com bandeiras, gritos e muitos sorrisos no rosto.

Este ano, mesmo com a conquista do campeonato, Bia não entenderia. Aos quase oito meses ela não gosta do barulho chato das cornetas, se assusta com os fogos de artifícios. Quando comemoramos um gol ela bate palmas, mas não sabe ainda o que é um gol, nem futebol, muito menos porque estamos todos de amarelo.

Para Beatriz, essa derrota não significa nada, nem vai. Uma vitória não faria sentido nenhum também. Mas ela precisa saber que ganhar é bom, mas perder é o que faz crescer.

Seja no esporte, seja nos estudos, ou em qualquer situação da vida, o valor de um segundo, terceiro ou último lugar devem ser respeitados para que haja aprendizado, sabedoria. Ganhar é a glória de muito estudo, concentração e esforço. Se não foi tão bem como se esperava, é preciso fazer mais, sem bitolar, sem ficar neurótico.


Quero ensinar a Bia que competir é importante, ganhar é maravilhoso, mas aprender a perder é uma responsabilidade! Espero que os pais de hoje ensinem isso para os seus filhos. Que isso não valha apenas para um mundial de futebol, mas para tudo. 

E que aprendamos com os países que vieram nos visitar a termos educação, respeito e amor ao nosso Brasil, que o que nos faz ser mais ou menos brasileiros não é o esporte! Se você nasceu aqui e fala tão mal, olha pro seu umbigo e veja onde você pode melhorar.

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Só quero saber do que pode dar certo...

"Eu não sei ser mãe, não sei nem cuidar de mim, quanto mais de um ser tão pequeno e que é totalmente dependente pra se alimentar, se vestir, dormir, tomar banho..."

Eu refletia muito isso quando o instinto materno começou a bater na minha porta. Queria muito ser mãe, mas tinha uma imensa preocupação quanto ao como eu seria.

Engravidei, passei por uma gravidez com os altos e baixos (leia alguns dos altos aqui, aqui e aqui, e dos baixos aqui e aqui), mas na média foi um período muito gostoso. 

Quando estava próxima de conhecer a minha Beatriz, não bateu medo, nem ansiedade. Acho que mais porque não deu tempo mesmo, já que ela chegou duas semanas antes do previsto.

Mãe não nasce pronta. Antes de sermos mães, não lemos cartilhas, não somos treinadas, não surge do nada. Nem poderia! Não adiantaria de nada. Aliás, sou muito mais da experiência do que do literalismo.

Tentei ler livros e pesquisar os porquês das coisas e aquilo me deixava mais enlouquecida ainda.

Agora, ali, no momento do parto, quando aquele ser tão minúsculo sai de dentro de você (aqui faço um adendo - pra mim, quando se adota uma criança, a mulher também 'dá a luz', o amor é o mesmo), surge uma nova mulher. Uma nova mulher não, é ali que surge a mãe que você até então desconhecia.

A partir dali você já sabe pegar no colo como nunca imaginou. Trocar fraldas não parece um quebra-cabeça de duas mil peças. Dar banho é um momento prazeroso. Amamentar é revigorante, mesmo que seja deveras cansativo. 

É o momento mágico onde uma chave liga e muda todo seu mundo. Passa a ser uma leoa, capaz de proteger e cuidar daquele bebê de forma excepcional, de forma materna.

Quando minha melhor amiga, a Mari, prestes a ter a Nina, minha afilhada, comentou comigo sobre sua dúvida, se estava preparada para ser mãe, eu pensei: hoje não. Mas na hora certa, daqui a pouquinho, vai surgir em você uma outra pessoa e, esta sim, estará preparada. Me lembro que falei mais ou menos assim:

"Mari, quando a Nina nascer, com ela vai nascer uma nova Mari, que agora você talvez desconheça, mas que vai saber ser a mãe ideal para ela!" - Acho que hoje ela pode até me dizer se acertei ou não.

E não acha que isso quer dizer que logo de cara você vai entender todos os motivos de choro ou angústia! Até hoje, depois de sete meses, quando me perguntam porque Bia chora, tem horas que eu digo: 'eu não sei!'

Mas a verdade é que depois de um tempo a gente sabe o motivo da maioria daquelas lágrimas e consegue resolver aquele desespero bem rapidinho. Quando não se encontra motivos, um abraço, palavras calmas, respiração tranquila e muita paciência! Aliás, paciência será seu sobrenome.

Esses dias olhei para Bia e falei: "O que eu tenho pra te ensinar se é com você que estou aprendendo a cada dia?"

E no fim, tudo dará certo! Mãe que é mãe sabe ser mãe!

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Você tem fome de quê?


Introduzir alimentos na rotina do bebê é muito delicado. Principalmente porque ele só está acostumado com leite, seja materno ou artificial.

Beatriz só mamou no peito. Quando oferecia mamadeira, mesmo que com o meu leite, era uma recusa sem sequer saber do que se tratava. Aquele gosto de borracha, aquela textura diferente, não era o que ela estava esperando. Não tinha o aconchego, não tinha o cheiro. Por isso fiquei refém da amamentação por seis meses, sem chance de sair por muito tempo sem ela.

Porém Bia não engordava. Sim, ela crescia, fazia xixi e cocô, estava ativa e esperta. Talvez um refluxo oculto ou mesmo seu biotipo a fizeram andar na linha vermelha do peso, mas nunca foi uma grande preocupação da pediatra.

Só que precisávamos saber o que estava acontecendo. Eis que damos início, aos três meses, à introdução de suco de laranja lima e, quinze dias depois, frutinhas bem docinhas: pera, banana prata e mamão papaia. 

Fiquei apreensiva em dar mamadeira. Poxa, se ela já não tomava o leite, que ela conhecia, imagina beber algo estranho numa coisa estranha? Segundo a médica, a chance dela aceitar melhor a mamadeira com outro alimento que não o leite é grande. Dito e feito! Depois de uns dias de tentativas, ela pegou a mamadeira e adorou o suco.

Com as frutas nunca rolou sequer uma careta! Ela aceitou todas numa boa! Depois ofereci maçã e caqui (com aprovação médica) e mais uma vez adorou! Tomara que ela seja mais 'frutífera' que a mãe!

Sucos também ela gostou de tudo. Melão, melancia, laranja lima com mamão, pera, manga. Só a de maçã que ela não encarou tão bem, mas não cheguei a uma segunda tentativa pra confirmar.

Quando ela tinha completado cinco meses era hora de iniciar as papinhas salgadas. Confesso que fiquei desesperada, uma por ter que fazer, outra por ter que encarar a insistência da introdução alimentar.

Sério, mais de uma semana de tentativas, choros (meu e dela), desespero, comida jogada fora, põe isso, tira aquilo, faz assim, faz assado. Até que ela começou a entender pra que funciona aquilo. Foi aceitando melhor depois da segunda semana e hoje, mais de um mês depois, come tudo, sem fazer nenhuma careta, sem desprezar nenhum alimento. 

Faço a comidinha com o maior carinho do mundo e, quando não posso fazer, a secretária da minha mãe faz da mesma forma. 

Minhas dicas que funcionaram com a Bia:

Divido os alimentos em duas panelas e em cada uma coloco:
- dois ou três tipos de legumes, tento deixar o mais colorido;
- uma carne (músculo ou frango)
- uma folha, não pico nem corto, deixo pedaços bem grandes (espinafre, couve, ainda não coloquei as mais amargas por um pouquinho de medo)
- uma pitadinha de sal
- um carboidrato (macarrão tipo cabelinho de anjo, aquele bem fininho, ou arroz bem empapado, pra amassar)

Deixo cozinhar tudo por um bom tempo, para deixar bem molinho e fácil de amassar. Hoje, com sete meses, ela come quatro colheres de sopa bem cheia e depois uma fruta de sobremesa. Lembrando que tudo foi orientado e autorizado pela pediatra dela.

Faço vários potinhos e deixo congelada. Geralmente dá pra quatro ou cinco dias, ou seja, são de oito a dez papinhas, considerando almoço e jantar.

Quando comecei a dar comidinha, a Beatriz ainda não tinha dentinho, então tem que ser tudo muito bem amassadinho, uma papinha mesmo, senão ela engasga (e as vezes é meio desesperador quando acontece). Tiro as folhas e as carnes, cozinho junto só pra dar o gosto no caldinho, pelo menos por enquanto.


No começo, eu dava até mais aguadinho, uma sopinha, para ela sentir mais o gosto do que a textura, depois fui deixando um pouco mais compacta e cremosa. Assim ela exercita a mastigação (e é muito lindinho)

Hoje ela come bem e de tudo. Testei várias combinações e ela come bem. 

O ideal é ter paciência. Parece que o bebê nunca vai comer, dá um desespero no começo, mas não pode desistir. Assim como para ele, pra você também é tudo novo e, por isso, o acostumar com a novidade as vezes demora um pouco. 

Depois de um mês no novo mundo, Bia continua engordando pouco, mas já sinto nos braços que a mocinha tá ficando fortinha. Ela é bem alimentada, muito amada! Então não há, ainda, motivos maiores para desespero!

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terça-feira, 17 de junho de 2014

O mundo dá voltas...

Minha licença-maternidade chegou ao fim um pouco antes do previsto. Voltar para São Paulo estava me atormentando a cabeça. Antes que eu pudesse me decidir sobre o que fazer da vida pós-sete meses, me apareceu uma oportunidade legal, com pessoas bacanas e que me deram a opção de não precisar pensar em mais nada.

Quer dizer, pensar eu sempre vou, só que desta vez minhas dúvidas seriam outras. Talvez decisões ainda mais difíceis a serem tomadas.

E agora? O que fazer com a Beatriz?

Confesso que fiquei bem mal sem saber que rumo tomar. Tive várias opções, mas quando é com a nossa cria, parece que nada tá bom! 

A primeira decisão: ficar com meus pais ou por no berçário?

Difícil, porque Bia é muito boazinha, aprendeu a comer papinha, toma suquinho, come frutinha. Até agora ela não rejeitou nenhum alimento. (Claro que todo início é difícil e minha filha só aceitou papinha salgada depois de muita persistência). Mas quando esta menina quer causar, ela consegue. Seu choro ardido (seja sono, fome, fralda suja) leva um tempo para cessar e requer paciência, porque ela se joga, tira a chupeta, faz um drama... 

Meus pais me ajudaram nesta questão: "você vai deixá-la conosco". Ufa, pelo menos até completar um ano (e passar esse inverno) me tranquiliza saber que ela estará com pessoas de altíssima confiança.

A segunda decisão: colocar uma babá na casa dos meus pais ou deixá-la por conta apenas deles?

Difícil contratar alguém pra cuidar dos nossos filhos. Confiar em uma pessoa e julgá-la capaz de tratar seu bebê como você faz é impossível, simplesmente porque ninguém é igual a mãe. 

Mas é preciso saber decidir, escolher, optar e, principalmente, deixar que seu filho conviva com outras pessoas, conheça outros mundos e também desgrude um pouco de você. Não é fácil, especialmente pra mãe, mas é necessário, principalmente pros dois.

Estamos em fase de testes, vendo como Bia se comporta, como fica apenas com meus pais, se eles dão conta, afinal, tudo fica em função da neta, o que acaba tirando toda liberdade deles.

Pretendo colocá-la numa escolinha sim e sei que vai ser uma outra etapa bem difícil, de muitas dúvidas, choros e preocupações. Mas acredito que a vida inteira agora será assim. E ainda assim tudo terá valido a pena!!!

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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Temos todo o tempo do mundo...

E estamos aqui, com seis meses de Beatriz e chegando aquela hora difícil: o fim da licença-maternidade.

Fácil, não é? Mas vamos combinar que a mulher fez que fez para ter os mesmos direitos do homem e agora se depara com a questão: como cuidar dos filhos?

A decisão do que fazer não é das mais fáceis e, confesso aqui, que já chorei muito, já pensei muito, já decidi e 'desdecidi' muito também. Mas, hoje, não tem como colocar tudo nas costas do meu marido.

Enfim, fato é que o que eu vim falar aqui é o tempo de licença. Como funcionária do Governo do Estado tive direito a 180 dias corridos para cuidar da minha pitoca. Somei a eles um mês de férias. Não foi possível a amamentação exclusiva até os seis meses da Bia, porém ela só mama no meu peito, mas já come frutas, papinhas salgadas e toma suco. 

O tempo voou. O que fazer com um ser tão minúsculo, que ainda é grudado em você, depende de você. Como fica o coração de mãe quando tem que cortar mais uma vez o cordão umbilical? (porque isso nós devemos fazer umas 10 mil vezes na vida!)

Tudo bem, seis meses deveria ser o mínimo de direito. Agora me peguei pensando nas mães que só têm 120 dias. Com quatro meses o bebê ainda é mais dependente e a amamentação exclusiva vai pelo ralo!!! O mundo tá todo errado. Os incentivos estão todos errados. A mulher lutou tanto pela igualdade, mas não somos iguais! 

E as empresas querem lucros, querem atingir metas, objetivos, e a mulher atrapalha. Será? Acho que tem muito mais qualidades do que esses considerados 'defeitos' no ser feminino.

Aliás, você sabia que dependendo da empresa e do tempo de gestação/licença seu médico pode te dar um atestado de 15 dias no fim da gravidez e mais 15 dias depois para a amamentação. Mas isso você deve conversar tanto com o médico, quanto verificar como funciona no local em que você trabalha.

Só sei que quatro meses é muito pouco. Seis já acho pouco, mas quatro é desumano!

Mais desumano que isso é a licença-paternidade. Que mãe não precisa da ajuda e do apoio do pai no início? E cinco dias não são NADA perto da necessidade que temos!!! O mínimo justo seria um mês.

O pai é uma peça fundamental, não só ajudando nos cuidados com o bebê quanto nas questões extras, como fazer compras, ajudar com almoço, casa. Além disso, as primeiras noites são terríveis até acostumar e, por isso, o pai também acaba dormindo mal! 

Repito, o justo seria, pelo menos, um mês!


O mais engraçado de tudo isso é ouvirmos: "seis meses? Tudo isso??? Que folga!"

Com toda certeza essa pessoa nunca teve filhos e, provavelmente, espero que nem tenha. Porque noites sem dormir, choros, dependência e preocupações são intermináveis e descanso é algo que não está mais na minha vida. 

Eu não sei o que é dormir mais de três ou quatro horas seguidas. Dores nas costas, na cabeça, cansaço, muito cansaço.

Não, não estou arrependida. E sim, vale muito a pena por cada sorriso. Vale a pena ter essa razão pra viver. 

Eu acredito que muita gente tem que mudar a mentalidade e entender que é uma fase importante pra mulher. 

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terça-feira, 20 de maio de 2014

Ela é a palavra mais linda que um dia o poeta escreveu

Este ano de jornalista acabei virando fonte de dia das mães para duas publicações. 

Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)

A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!





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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sem rodeio solto os freios canto o amor por ti




Ano passado eu comemorei o dia das mães. Sim, claro!!! Já tinha um serzinho vivendo no meu ventre e instalado no meu coração, mesmo eu ainda não sabendo quem era.


Só que apesar da felicidade, estava na fase dos enjoos. Me lembro que naquele dia fui parar no PS, tomei plasil na veia e, por fim, dormi a tarde toda.

Além disso, este ano será muito mais especial!!! Beatriz está aqui, no meu colo, e é uma menina linda que me traz muita coisa boa.

Ser mãe me ensinou muito:

- posso não ter ideia de como cuidar de mim mesma, mas descobri que sou muito capaz de cuidar de um filho;

- os pitacos vão surgir a toda hora, independente da idade do seu filho, mas aprendi a filtrar, selecionar e aceitar quando necessário (ok, ainda estou aprendendo);

- o sorriso dela me bambeia as pernas e me tira o mau humor, mesmo quando são 4 horas da manhã e você não consegue fazê-la dormir;

- sei criar rotina, horários, selecionar qual fruta do dia e estou começando a aprender a fazer papinhas salgadas, e isso é um marco na minha vida;

- só o fato dela fazer barulhos com a boca, virar de bruços, desvirar, comer toda papinha ou beber o suco, e a cada novidade, mesmo que pareça pequena ou besta, é motivo de comemorar, bater palma e mostrar alegrias;

- nunca diga que seu bebê não vai ouvir Galinha Pintadinha!!! Na hora do 'não sei mais o que fazer' você vai ligar a TV; 

- os muitos nãos da Bia não me fazem desistir: caretas na hora de inserir um novo alimento as vezes dá um pânico, mas saber que é normal é um alívio;

- a paciência surge como uma entidade, mas tem horas que também vai embora e dá vontade de jogar tudo pro alto - o lance é respirar fundo e recomeçar;

- faria o possível e o impossível para passar suas dores e tristezas pra mim;

- falei que nunca mimaria tanto um filho e cuspi pro alto - e olha que minha filha não tem seis meses ainda;

- me fez entender que seus pais serão mesmo recheados de doçuras e carinhos com os netos, que tudo o que você não podia fazer, seus filhos poderão, e que serão babões desde sempre;

- tenho a sorte de nascer na família que nasci, pois o apoio deles em todo esse tempo foi essencial;

- temos mesmo que agradecer nossas mães por tudo o que elas fizeram por nós. Quando somos mães conseguimos compreender o quanto é difícil essa 'profissão;

- aliás, falei muita coisa que não faria por um filho e caí do cavalo (pra não usar o mesmo termo que o tópico anterior);

- me fez rever vários - se não todos - os conceitos que tinha antes dela nascer;

- tomar decisões é, antes de tudo, pensar se vai ser bom pra ela - incrível o poder que um ser tão novo tem sobre nossos rumos;

- o amor é capaz de crescer dentro da gente e explodir;

- e descobri que meu coração bate fora do peito porque tem alguém que me faz viver fora de mim!

Feliz dia das mães para todas as mamães de primeira, segunda e todas as viagens!!! Mamães de coração, madrastas, avós... todas aquelas que têm amor de mãe e sabe da importância de ter um alguém para você cuidar, acarinhar e por quem 

Ao mesmo tempo que será um domingo especial pra mim, também será o primeiro domingo de saudades.

Nossos almoços de Dia das Mães era ao lado da matriarca, minha vó Ide, que era um grande motivo de comemorações. Hoje ela deixa saudades, mas deixa uma neta que quer muito continuar se espelhando nela para ser a mãe e a avó que foi, amada e muito querida por todos.

Quatro gerações registrado com muito amor!

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Levo este sorriso porque já chorei demais...

Este ano não tem sido muito tranquilo pra mim. Começou o ano com o falecimento de uma tia minha, muito nova ainda. Depois minha mãe teve uma infecção séria no intestino que abalou muito todos nós. Quando sua recuperação estava chegando aos 100%, mais uma bomba... 

Minha avó tinha o coração fraquinho. Mas estava sempre muito forte. Aliás, força era um adjetivo muito coerente a ela. Mas aquela sexta foi diferente. Ela nos deixou e, com isso, muita saudade e um aperto no peito. Foi de repente, aquela presença diária no meu dia a dia agora está só no meu pensamento e no meu coração. 

Por isso achei muito digno colocar aqui o que escrevi pra Beatriz naquele fim de semana triste, para que isso se registre não só no meu facebook, mas também no mundo virtual, porque essa velhinha me faz muita falta!


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Carta para Beatriz: 
(escrito em 07/04/2014)

Filha, este fim de semana foi difícil, triste. Aliás, este ano não tem sido muito fácil pra mamãe. Mas seu sorriso me ameniza qualquer dor.

Sabe essa troca de olhar? Você não vai se lembrar dela. Mas acredite, tinha muito amor aí! Ela não pôde te ver crescer, mas queria participar muito da sua vida. 

Quando fui te apresentar pra ela, a emoção não cabia na gente. Choramos contidas, eu e ela, num aperto de mãos muito especial.

Ela sempre chegava na casa do vovô e da vovó querendo te ver. As vezes sinto que faltou muita coisa pra falar, pra fazer. Mas fiz muito por ela, sendo recíproca a cada segundo por tanto amor que ela tinha por mim. 

Nunca vou me esquecer desta última sexta. Você no meu colo e as últimas palavras dela pra mim: 'NUNCA FIQUE SOZINHA, é um conselho que te dou'. Talvez ela quis dizer 'é o último conselho que te dou', porque ela me deu muitos. 

Ela disse que eu era muito forte. Mal sabe ela que parte dessa força só podia ser hereditária. 

Filha, sei que o amor que tenho por essa sua bisavó ficará marcado por toda eternidade. Ela sempre dizia que amava os filhos mais que os netos, simplesmente porque eram seus filhos e isso hoje me faz muito sentido. Só que o carinho que ela tinha por cada um de nós e, depois, por você e os outros bisnetos dela, me fez perceber que ela amava muito mais do que podia imaginar. Era muito amor. Nós éramos uma grande alegria pra ela.

Você não vai se lembrar dela. Mas vou fazer questão de sempre falar dessa senhorinha, pra que você saiba da importância que essa mulher teve nas nossas vidas e na vida de todos que a cercavam. Ela era querida e isso nós nunca tivemos dúvidas. 

Este fim de semana de dias lindos, o céu fez festa. Ele recebeu uma velhinha muito especial, que foi pra perto de Deus como queria, sem dor, sem sofrimento, como deveria ser sempre.

Bia, esta é sua bisa, vó Eurides. 

Vá em paz, minha vó. Te amo pra sempre.


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Uma coisa que tiro de lição é: nunca se acostume com a pessoa que está sempre do seu lado... aprenda sempre a importância dela e como você pode transformar isso em amor dia a dia...

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quinta-feira, 20 de março de 2014

Por você eu faço tudo...

Primeiramente quero agradecer ao site Bebê.com.br pela publicação da minha história no Confessionário! Que as mães que se identificaram com meu post possam ter aqui no blog um apoio, um suporte. Saibam que não estão sozinhas!

Como vocês já sabem, tive muitos problemas com relação a cólicas da minha filha. O lance é que a doideira toda cessou quando cortei a lactose (leite de vaca e todos os derivados), encontrando alternativas para meu vício em leite e esperando 15 dias para ver se a coisa tinha funcionado.

Beatriz tinha só dois meses e, pelos cálculos naturais da coisa, a dor chata que ela sentia terminaria apenas no mês seguinte.
Só que não...

Com o fim da lactose, Beatriz não chorou mais de cólicas. Aquele transtorno que não tinha hora pra começar e nem pra acalmar parou e só ficaram os resmungos de sono, fome, enfim... os considerados 'normais'.


Este leite foi minha salvação!

Minha filha, apesar de tão petitica ainda, é muito geniosa. Ela é brava, nervosa, chora, fica com raiva e toda vermelha. As vezes perde o ar. Ela é difícil. 

Vou contar. Na maternidade ela chorou muito. No primeiro mês de vida, o banho era uma crise de choro sem fim. No segundo mês ela ainda chorava na hora de enrolar na toalha. Por no bebê conforto pra passear as vezes é um martírio. Essa menina chora tanto que as pessoas devem pensar que eu to cortando um dedinho dela fora. Mas é o jeito dela... até acostumar com a vida, ela sofre. Parece alguém que me conheço... (não precisava puxar isso de mim, né filha???)

Para que estou contando todo este tormento? Bom, para que você que chegou até aqui não se sinta sozinha, caso isso aconteça na sua casa. O importante é o que eu digo SEMPRE: passa! É só deixar o bichinho se adaptar ao que é novidade.


Outra coisa que me ajudou IMENSAMENTE foram as homeopatias. Além de dormir melhor, ela deu uma acalmada importante pra nós. Ela ainda é nervosinha, mas aí é da personalidade dela, não dá pra tirar, só que dá para amenizar. Foi o que fizemos.

Primeiro tomamos Cina CH30, que funcionou por poucos dias. Depois o Camomila CH30, que acabou ajudando melhor. Se tiver que tentar novas fórmulas, vou fazer! Mas deixando MUITO CLARO que tudo com orientação médica. É importante uma avaliação do homeopata para que ele detecte no seu filho qual o melhor remédio.

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sexta-feira, 14 de março de 2014

Vivemos esperando dias melhores...




A vida de mãe é uma caixinha de surpresas. Aliás, o bebê é uma caixinha de surpresa!

Beatriz é muito geniosa. Acho que já vi essa história antes e ela deve se repetir. Aquela frase maldita "quando você for mãe, você vai me entender" está valendo desde já, pelo menos no meu caso. 

Quando Beatriz sofreu com as cólicas, o conselho que mais ouvi foi pra oferecer a chupeta, porque ela acalmava. Fato é que Bia nunca curtiu. Desde os 10 dias de vida enfio a chupeta na goela da menina e ela cuspia, fazia cara de ânsia, chorava ainda mais alto e com mais raiva. 

Outra guerra era quanto a mamadeira. Tirava meu leite quando precisei sair, deixava bonitinho e nada dela pegar. Era só meu peito pra acalmar. E aí a dependência crescia e a minha vida ia sendo deixada de lado.

Mas pela minha filha, qualquer sacrifício vale. Larguei mão de fazer unhas, sobrancelhas, enfim, larguei mão de mim inteira pra me dedicar a ela. Não forçava a menina a nada, mas nunca desisti. 

Para mim, as coisas eram mais fáceis. Se a criança quer sucção, nada melhor que ter uma ali, a disposição, mas talvez aquele gosto de silicone - ops... quer dizer... - aquela textura de borracha das chupeta/mamadeira não era tão gostoso quanto o peito da mamãe.

Eu amo amamentar. É realmente a maior ligação com minha filha. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca usou desta 'desculpa' pra pegar a filha no colo e ficar sozinha só pra ter um momento íntimo???? 

Cena: filha no colo de alguém, provavelmente chorando muito (ou por estranheza, ou por ranhetice) e você, mesmo tendo acabado de amamentar, solta:

- Ah, acho que ela está com fome, deixa eu ver se ela não quer mamar.

Funciona... (#ficadica)

Chega de enrolação. Deixa eu ir direto ao ponto que quero. 

Minha filha não está engordando o suficiente. Tenho leite, mas talvez um refluxo oculto esteja impedindo a pequena de ficar bolotinha. Então por isso a doutora pediatra pediu para eu entrar com o suquinho de laranja lima. (aqui não vou discutir amamentação exclusiva, engordou um pouquinho então tá bom... essas extremidades que eu leio por aí, porque eu respeito, mas também exijo respeito) A doutora prezava pela amamentação exclusiva até os seis meses, mas se ela pediu pra entrar com o suco, eu vou entrar e pronto.

Mas acontece que eu teria que usar a mamadeira. Tremei, mãe Lívia, tremei! O que fazer agora??????

Primeira tentativa, falha. Foi na colherzinha, pingo a pingo, aquela sujeira... mas o mais emocionante nesse dia foi ela ter ADORADO o suco! Bia é chatinha, toda novidade chora, se irrita, estranha... então ter gostado de um sabor diferente me fez ver uma luz no fim do túnel.

Como eu disse, a vida é uma caixinha de surpresa. Assim como eu SEMPRE ofereci a chupeta pra minha bebê - cabia a ela aceitar ou não - eu também SEMPRE oferecia a mamadeira. Mais importante que o bico, ela precisava entender que meu peito não estaria ali pra sempre, seria um tanto bizarro.

Depois de quatro dias, encostei a mamadeira na boquinha pequena e perfeitinha e... chup chup... ela entendeu e aprendeu (confesso aqui que chorei!). Dia seguinte resolvi testar com a chupeta, já que eu já tinha entregado o ato de chupar o dedão pra Deus, e... chup chup... ela pegou! 

Mas... a vida... ou melhor, o bebê, este sim é uma caixinha de surpresa! No dia seguinte não quis mamadeira, e também rejeitou a chupeta, mas depois pegou, e largou e assim tem sido.

Acho que realmente a paciência é uma virtude para poucos. E eu estou no setor: "Criado sem paciência, mas aprendendo com o bebê". 




Ontem ela estava difícil e eu briguei com ela. Nós duas dormimos a tarde e quando ela acordou, olhei nos olhos dela, pedi desculpas e um sorriso caso ela me perdoasse. Ganhei o sorriso banguela mais lindo deste mundo... e aí, todo esforço vale a pena... pensem nisso!

Minha dica é: Não force, não insista, não se desespere, mas persista. Uma hora as coisas se encaixam. Senão, é porque já estão no lugar!

E se você quer rotina, não tenha um bebê.

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